A década era a de 70, gasolina barata, crescimento econômico e uma forte indústria automotiva que começava a ousar em seus lançamentos. Em 1969 a Chevrolet lança o Opala, em versões de 4 e 6 cilindros, de projeto americano, robustos e com desempenho bom para a idade do projeto. O Opala era uma versão nacional do Opel Rekord alemão, e progressivamente ganhou curvas e linhas influenciadas pelos carros da GM americana, como o Chevelle, o Camaro e o Nova. A Ford contra atacou com o Maverick. O Maverick havia sido lançado nos EUA em 1969, e era um “Mustang” em versão popular, utilizando a plataforma do velho Falcon (que já havia sido a base do primeiro Mustang, em 1964). A versão mais simples, o Super Luxo, vinha equipada com um motor de 3 litros derivado do 2600 da Willys, parte dos espólios da compra da Willyis Overland pela Ford.
Era um motor de projeto antigo e desempenho modesto, mas a versão GT, criada para enfrentar o Opala SS, com seu V8 302 de quase 200 CV, se tornou um mito. Com seus 4.9 litros de deslocamento, era nosso primeiro Musclecar de verdade. Por outro lado, a Chrysler oferecia o Dodge Dart desde 1969, que nos EUA era um carro sem muitas pretensões esportivas, mas que acabou fazendo sucesso nas pistas de arrancada com uma versão equipada com o famoso motor Hemi. No Brasil, o Dart recebeu uma série de modificações estilísticas para gerar outros modelos tais como o Charger (que não tem nada a ver com o Charger americano, baseado no Dodge Coronet) e o Magnum. Todos eles eram equipados com o motor 318, 5.2 litros, com torque de sobra para grudar todo mundo no banco em acelerações. Era um carro macio e luxuoso, de linhas elegantes e sóbrias, mas a pintura do charger já avisava que não se tratava de um carro comum.
A alegria durara pouco, entretanto, já que a crise do petróleo, em 73, progressivamente tornou o custo de manter estes beberrões rodando. O único sobrevivente foi o Opala, que continuou em produção até o final dos anos 80, sendo substituído pelo Omega. A partir dos anos 90, entretanto, estes carros começaram a ser vistos nas ruas novamente, restaurados ou personalizados pelas mãos de apaixonados por estes carrões. Hoje a frota de Dodges, Mavericks e Opalas antigos cresce sem parar. Carros que estvam abandonados em garagens ou perdidos pelo interior são adquiridos por colecionadores e aficcionados, e voltam às ruas de nossas cidades em grande estilo. Seu sucesso nas corridas de arrancada pelo Brasil afora atestam o status que estes carros ainda tem.
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Dodge, Opala e Maverick: os “musclecars” brasileiros
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FLAVIO BOVO disse,
Outubro 22, 2008 @ 11:49 am
restaurar um veiculo nacional é sem duvida rever o passado. Trata-se de recordações de fatos importantes que se passaram na vida de cada um. Eu me lembro que na época desses automoveis “eu” era adolescente e estava muito longe de ter um automovel novo nacional, eu possuia sómente importados antigos, comprava, usava um pouco e ia trocando ou vendendo, tive veiculos como: Ford Anglia, Fod Prefect. Skoda, Ford Farlaine, Impala, porque um nacional era previlégio para poucos (sómente pessoas abastadas ou politicos poderiam ter), era muito caro os nacionais, para qualquer pessoa comum do povo, como eu. E os importados usados eram carros velhos e se comprava barato no mercado. Há, como o tempo passou, hoje é o inverso, os carros nacionais, ficaram baratos e os importados valem “ouro em barras” como é engraçado o mercado de automoveis, houve inversão de valores. Quem guardou os antigos, sejam nacionais ou importados, hoje estão sorrindo a toa, com as “diamantes em seu poder”.